Biocombustíveis e a Teoria de Gaia.
Nos tempos atuais, a sustentabilidade na produção industrial e nos meios econômicos têm impulsionado a busca de mecanismo de produção e de fontes de energia renovável. No conjunto da energia renovável, a energia eólica e os biocombustíveis se destacam em projetos científicos de diversas nações atentas às consequências do aquecimento global.
James Lovelock, autor da Teoria de Gaia, discorda que os biocombustíveis possam realmente mitigar as alterações climáticas e os demais efeitos do aquecimento global. Em sua teoria, Lovelock considera o planeta Terra como um superorganismo, e que tais tecnologias geradoras de “energia verde” são um embuste, uma solução superficial que corresponde mais aos interesses de enriquecimento financeiro de algumas nações do que à solução de problemas ambientais.
As usinas produtoras de biocombustíveis geram um novo mercado de oportunidades na produção de equipamentos, uso de mão-de-obra e geração de lucros em mercado interno e externo para cada país produtor. No primeiro capítulo do livro “A Jornada no Espaço e no Tempo”, Lovelock discorre: "Não perceberemos, enquanto desfrutamos de nossas vidas cotidianas, que o custo de nossa negligência poderá em breve causar a maior tragédia já vista na história da humanidade”.?>ml:namespace prefix = o ns = "urn:schemas-microsoft-com:office:office" /> James Lovelock defende que as previsões a respeito do aumento da temperatura mundial, a elevação dos níveis dos mares e demais efeitos do aquecimento global podem estar, na realidade, em patamares ainda piores. Em uma de suas obras, Lovelock expõe divergências nas medições realizadas pelo IPCC. Leia a seguir um trecho do primeiro capítulo da obra “A Jornada no Espaço e no Tempo”: “(...) No Reino Unido, sobrou pouca terra para cultivo e para nos alimentar, mas nós e os refugiados poderemos, de qualquer forma, não ser capazes de o fazer, porque a maioria absoluta de nós é urbana, e praticamente ignora a vida além da cidade, não entendendo que todas as nossas vidas dependem dele. As visões tão íntegras e bem-intencionadas da União Europeia para "salvar o planeta" e promover o desenvolvimento sustentável com o uso apenas de energia "natural" poderiam ter funcionado em 1800, quando havia apenas um bilhão de seres humanos no mundo, mas agora não podemos nos dar a esse luxo. De fato, à sua própria maneira, a ideologia verde que agora parece inspirar o norte da Europa e os Estados Unidos poderá, afinal, ser tão prejudicial ao meio ambiente real quanto o foram as ideologias humanistas anteriores. Se o governo do Reino Unido persistir em forçar os esquemas dispendiosos e nada práticos da energia renovável, em breve descobriremos que quase tudo o que resta da nossa região rural será usado para a produção de biocombustível, geradores de biogás e parques eólicos de escala industrial - tudo isto no exato momento em que precisaremos de todo o campo existente para o cultivo de alimentos. Não se sinta culpado por optar por essa bobagem: um exame mais profundo revela que ela é um elaborado embuste criado pelo interesse de algumas nações cujas economias se enriquecem a curto prazo pela venda de turbinas eólicas, usinas de biocombustível e outros equipamentos energéticos supostamente verdes. Não acredite por um momento sequer na conversa de vendedor de que isso salvará o planeta. A conversa mole dos vendedores tem a ver com o mundo que eles conhecem, o mundo urbano. A Terra real não precisa ser salva. Pôde, ainda pode e sempre será capaz de se salvar, e agora está começando a fazê-lo, mudando para um estado bem menos favorável a nós e outros animais. O que as pessoas querem dizer com o apelo é "salvar o planeta como o conhecemos", e isso agora é impossível.” James Lovelock desacredita na possibilidade da humanidade implantar soluções verdes para manter o ritmo de consumo que geramos e que implementamos em nossa sociedade.
Fernando Rebouças |
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