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Energia extra na atmosfera.

 

 

Quando estudamos sobre o efeito estufa e o aquecimento global, nem sempre temos consciência do nível de energia extra  presente na atmosfera da Terra. A energia extra é proveniente da emissão de dióxido de carbono emitida na atmosfera que, em análises recentes, elevou a temperatura do planeta em 0,6 °C.

 

No ano de 2010, houve intensas queimadas no Centro-Oeste e na Amazônia brasileira; na Ásia, mais precisamente, no Paquistão, ocorreram intensas enchentes que desabrigaram mais de 20 milhões de pessoas; e na Rússia, ocorreu a maior onda de calor dos últimos tempos, matando centenas de pessoas ao dia, e prejudicando as plantações de trigo.

 

Além das mudanças climáticas, cada situação descrita acima também possui fatores locais como desrespeito ao ecossistema e avanço populacional em áreas de conservação, pois ainda é difícil para a ciência, quantificar os efeitos do aquecimento causado pelas atividades antrópicas e pela variabilidade natural do clima.

 

 

 

Por outro lado, a frequência das ocorrências de desastres naturais extremos têm deixado os cientistas atentos ao tema, na previsão que tais ocorrências ocorram num ritmo maior nos próximos anos.   

 

Segundo estudos da USP, a energia extra é responsável por estimular eventos climáticos acima da média num planeta aquecido. Considerando o aquecimento global, o “superaquecimento” gera um calor acentuado, essa acentuação é conceituada como energia extra que não encontra uma “válvula de escape” para se dissipar da atmosfera.

 

Essa energia extra precisa ir para algum lugar, e como não o encontra, permanece concentrada na atmosfera, causando “anomalias” aos eventos climáticos. Em meio ao aquecimento, sabe-se que continentes e oceanos esquentam a taxas diferentes, fisicamente, é mais lento esquentar uma massa de água do que a massa da crosta terrestres, o que gera no planeta um desnível de temperatura entre os dois.

 

A diferença acentuada de temperatura entre o oceano e o continente desencadeia um conjunto de grandes vendavais e tempestades fortes. Sabemos que o ciclo da chuva e dos ventos dependem dos mares, e o consequente aceleramento desse sistema hidrológico, permite um comportamento solto e demasiado do clima.

 

A onda de calor na Rússia tem sido estudada de modo comparativo à forte estiagem que assolou a Europa em 2003. Essas ondas de calor, segundo o INPE (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais) são causadas por bloqueios atmosféricos. Ainda não há estudos que atestem profundamente a relação entre os bloqueios atmosféricos e o aquecimento global, mas a probabilidade nessa relação é constantemente estudada.

 

 

 

Fernando Rebouças

 

 


 

 
 


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